
Uma das principais atrações de Santa Teresa, sem dúvida alguma, são os bondes.
O meio de transporte foi introduzido no Rio de Janeiro – primeira cidade da América do Sul a adotá-lo – em 1859 e serviam de ligação entre o centro da cidade com os bairros próximos. Na época eram puxados por burros e apenas três anos mais tarde, em 1862, é que ganharam máquinas a vapor.
A atual linha que passa pelos Arcos da Lapa, ligando a Ladeira de Santo Antonio ao Curvelo, foi inaugurada em 1895 e, desde então, dezenas turistas e moradores utilizam o transporte diariamente.
Anos atrás, na época da sua inauguração, 35 bondes circulavam pelo bairro. Em 1975, com uma frota de 28 veículos, alguns deixaram de funcionar e apenas 18 faziam a ligação entre o centro da cidade e Santa Teresa. Atualmente, apenas quatro estão em circulação.

Réplica dos primeiros bondes
Depois de anos sendo apenas conservados, os bondes passam por um moderno processo de restauração. Oito estão em reforma e até o final do ano, segundo a secretaria de Transportes, o bairro contará com 14 bondes totalmente reconstruídos.
Apesar de manterem a aparência segundo os padrões estéticos do século XIX, o novo bonde terá um motor mais potente e consumirá menos energia. Para isso os trilhos também passam por reformas e as obras são retomadas aos poucos, de modo a não causar muitos transtornos ao bairro e à vida dos moradores.

Um dos bondes reformados
Com a reforma dos bondes, o passeio pelo bairro mais charmoso do Rio ficará mais seguro e confortável.
Para conhecer um pouco mais sobre a história dos bondes no Rio de Janeiro, vale a pena visitar o Museu do Bonde. Eles têm uma exposição permanente com mais de 300 peças, que ilustram a passagem desse meio de transporte pela cidade.
O museu fica bem perto do Castelinho38, na rua Carlos Brant n° 14, e está aberto diariamente, das 9 às 16 h. A entrada é gratuita!

Parte da exposição do museu
Fonte: secretaria de Transportes e Museu do Bonde
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